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ESCUTAQUI! A beatlemania que não morreu

In ESCUTAQUI!, Música on 29/04/2011 at 14:00

Por Paula Vidal

Quando os Beatles pisaram pela primeira vez nos EUA e se depararam com a imensa histeria coletiva que os aguardava, alguém os perguntou: “Por que elas ficam tão animadas?”, e eles responderam: “Se soubéssemos, montaríamos outra banda e seríamos seus empresários!”. Os Beatles são, ainda hoje, uma das poucas bandas que continuam a inspirar o fanatismo e a histeria mundo a fora. Mais de 40 anos depois do “the end” definitivo, parece que não há ninguém capaz de explicar o fenômeno da beatlemania, mais vivo do que nunca! Prova disso foi o que se viu durante a última Virada Cultural, onde a banda Beatles 4ever encheu ao coração de São Paulo com 24 horas de som do quarteto.

Divulgação

Maysa Valaska, de 31 anos, nasceu depois do fim da banda. Nas últimas semanas fez um cartão de crédito novo, dormiu no escritório em que trabalha e se endividou por meses para comprar os ingressos para o show de Paul McCartney no Rio de Janeiro. Ela foi uma das muitas pessoas que levaram a sério a proposta de “24 horas de Beatles” e permaneceram firmes e fortes até o fim do show. Tamires Paulino, de 19, também ficou as 24 horas. Ela mantém um site na internet só sobre a banda inglesa, além de ter passado horas na frente do hotel em que Paul McCartney ficou hospedado em São Paulo, ano passado. Por que? “Muito Amor”. Era a resposta que se ouvia, também, dos montes de jovens acampados na porta do Morumbi, em novembro do ano passado.

Banda Beatles 4ever / por Suelen Cella

A Beatles 4ever foi a primeira banda cover de Beatles no Brasil e, depois de sábado (16), provavelmente, a mais corajosa. Ricardo Júnior, o Paul da banda, tem 27 anos. Quando perguntado sobre o show de Paul no Brasil, ele respondeu: “Só faltou falar com ele. Ele é deus para mim!”. Ricardo Felício, o intérprete de Ringo Starr, disse que não acha que a vinda de Paul McCartney para o Brasil tenha mudado a cena da beatlemania nacional: “sempre vimos muita gente jovens nos nossos shows. As primeiras fileiras, geralmente, são repletas de crianças!”. Sobre a maratona, Fábio Colombini, John Lennon na banda, disse: “além da preparação, o público ajuda a gente a conseguir” e sua mulher, Suelen Cella, completou: “fã de Beatles é muito fiel, eles sabem todas as letras. É muito bom ver essa gente toda cantando junto, é muito emocionante”. Durante o último álbum lágrimas rolavam em rosto jovens e velhos e até a banda se emocionou diante dos milhares de fãs. John Lennon (o verdadeiro) que não nos ouça, mas, pelo menos aqui no Brasil, o sonho não acabou e, pelo visto, não vai acabar tão cedo…

COISA NOSSA: Banda Granell

In COISA NOSSA, Música on 18/04/2011 at 12:49

Por Aquilo Mais Isso

Nessa semana, o COISA NOSSA varia um pouco e apresenta uma banda com uma pegada mais Pop-Rock, do Mato Grosso do Sul. O Granell nasceu em 2003, mas só no ano de 2006 se tornou profissional. A formação atual da banda conta com os irmão Enio (guitarra e vocal) e Josué Torres (baixo) e Lucas Medina (bateria). Você pode conferir aqui o clipe de “Pra você” e as músicas: “Se decide” e “Pilar”.

Pra você:

Se decide:

Pilar:


Pra ouvir mais músicas da banda é só clicar aqui.

VIRADA CULTURAL: O que a equipe do Aquilo Mais Isso recomenda

In Música, Show on 15/04/2011 at 18:27

Por Aquilo Mais Isso

 Ainda não sabe o que fazer nessa Virada? A gente tem algumas sugestões para você.

Por Beatriz Mendes:

Ainda pouco conhecida em São Paulo, a Baianasystem pode ser uma boa pedida para quem gosta do som da velha e boa guitarra baiana. A banda estuda as diversas sonoridades do instrumento e mistura o axé da Bahia com efeitos eletrônicos, percussão afro, dub e reggae, gerando uma mistura alegre e envolvente, perfeita para quem já está com saudade do carnaval.

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http://www.myspace.com/baianasystem

Onde: SESC Consolação

Hora: Às 22 horas de sábado (16)

 

Por Paula Vidal:

A banda cover Beatles 4ever apresentará, na Virada Cultural, a etapa mais ousada do projeto “The Beatles Complete Works”: todos os albúns dos beatles serão tocados, em ordem cronológica, durante 24 horas.

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O projeto nasceu da ideia de tocar um album dos Beatles, ininterruptamente, uma vez por mês e já rendeu ao Beatles 4ever sua entrada para o Guinness Book, quando passaram 16 horas tocando os albuns da banda inglesa. A reprodução é fiel e vale a pena ser vista e ouvida, com direito a figurinos, adereços e músicos de apoio que ajudam a reecriar a sonoridade dos Fab Four. Uma boa opção para beatlemaníacos e apreciadores do iê-iê-iê e do bom e velho rock ‘n’ roll.

Palco Boulevard São João, próximo a estação são bento do metrô, a partir das 18h de sábado.

Confira o horário de cada álbum: http://www.beatles4ever.com.br/agenda.htm

Onde: Boulevar São João

Hora: Durante toda a virada (24 horas)

Por Paula Lion:

The Soft Machine Legacy vem ao Brasil, pela primeira vez, para se apresentar na Virada Cultural de São Paulo. O grupo de rock britânico de Canterbury, inicialmente chamado “The Soft Machine”, foi uma das bandas pioneiras no cenário do rock psicodélico e jazz da década de 70, mas que nunca alcançou reconhecimento internacional significativo.

Capa do album "Bundles" de 1975

Formado em 1966 por Robert Wyatt, Kevin Ayers, Daevid Allen e Mike Ratledge, nomearam a banda em homenagem o livro “The Soft Machine”, de William S. Burroughs. O grupo sofreu varias mudanças  formação e, desde 1988, vem lançando suas gravações ao vivo em CD.  .

www.johnetheridge.com/softmachinelegacy/ – Link da turnê, caso interesse

Onde: Palco Líbero Badaró

Hora: Às 17h do domingo (17)

Por Brunno Marchetti:

Ainda com as atrações de músca, um pouco de Ska não faz mal a ninguém. E ninguém melhor do que o Skatalites, uma das bandas consideradas fundadoras desse movimento musical, para apresentar esse som. Apesar de ter sido fundada nos anos de 1960, a banda ainda continua com a mesma qualidade sonora.

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Onde: Palco São João

Hora: Às 23h de sábado (16)

VIRADA CULTURAL: Orquestra de Câmara da USP e The Central Scrutinizer Band tocam Frank Zappa

In Música, Show on 09/04/2011 at 12:38

Por Tiago Almeida

Frank Zappa

O compositor americano Frank Zappa (1940-1993) possui uma obra tão grandiosa quanto de difícil classificação. Embora muitas páginas já tenham sido escritas sobre seus álbuns ditos de Rock ou Jazz-Rock nada convencionais, talvez os mais fascinantes sejam justamente os menos explorados pelo jornalismo musical: os “Orchestral Works”. A história da relação de Zappa com a música erudita começou aos treze anos, com o fascínio provocado já na primeira audição de “EMS 401, The Complete Works of Edgard Varèse – Vol. 1”, que ele comprou por pouco menos de quatro dólares numa loja de discos do deserto californiano onde cresceu. “Eu comecei a escrever música de câmara quando tinha 14 anos. Ninguém quis tocar aquilo. Então eu peguei a minha guitarra e disse: que se dane! Eu vou fazer dinheiro e conseguir um pouco de sexo”, disse Zappa certa vez, deixando evidente a relação de causa e efeito entre a admiração por Varèse e sua própria obra, erudita ou rock’n roll.

Zappa explorou toda a obra de Varèse durante sua juventude e até tentou, sem sucesso, encontrar o compositor no seu apartamento em Nova Iorque. No aniversário de quinze anos, Zappa pediu de presente à sua mãe um telefonema de longa-distância e conseguiu falar com Varèse, que, na época, estava trabalhando na composição de “Deserts”. “Quando você tem quinze anos, vive no Deserto de Mojave e descobre que o maior compositor do mundo, em algum laboratório secreto de Greenwich Village, está trabalhando numa música sobre sua ‘cidade natal’ você pode ficar muito excitado”, contou Zappa muitos anos mais tarde. “Eu ainda acho que Deserts é sobre Lancaster, mesmo que as ‘liner notes’ do LP da Columbia digam que é sobre algo mais filosófico.”

Frank Zappa

Nas décadas seguintes a esse primeiro encontro, Zappa se empenhou numa revolução estética que tornaria cada vez menos evidente a dicotomia Erudito/Popular na música: “Isso parece frustrar tanto as pessoas sérias quanto o público de rock. Eu não pertenço a nenhum desses mundos”, gabava-se Zappa. Sob esse aspecto, não é coisa de pouca importância que Tom Zé já tenha sido chamado de “the father of invention”, numa referência direta à primeira banda de Zappa, “The Mothers of Invention”. Sobre os Beatles, esclareceu Zappa, “eu não os odeio. Eu até gosto de duas ou três músicas deles. Eu apenas acho que eles eram ridículos”. Também parecia não dar muita importância à música minimalista: “Nunca ouvi nenhuma composição do Philip Glass. Eu suponho que elas têm muitas repetições”. Zappa detestava Mozart, Mahler e Beethoven, “os compositores que todo mundo gosta”, disse. Detestava particularmente a “Sinfonia Escocesa”, de Mendelssohn, talvez com a mesma intensidade que admirava Varèse e Anton Webern, referências fundamentais para compreender a sua obra. Álbuns como “The Yellow Shark” e “The London Symphony Orchestra” foram recebidos com muito entusiasmo e tornaram Zappa um dos compositores mais importantes das últimas décadas, talvez até de todo o século XX.

Pois bem, dando sequência à sua temporada 2011 dedicada à música do século XX, a OCAM – Orquestra de Câmara da Universidade de São Paulo, sob a direção artística e regência do Maestro Gil Jardim, apresentará a música de Frank Zappa na Virada Cultural. A programação no site oficial do evento informa os Yellow Shark’s works “Dupree’s Paradise”, “The Dog Breath Variations / Uncle Meat”, “Be-bop Tango” e “G-Spot Tornado”, com a participação da The Central Scrutinizer Band, banda paulistana que faz cover de Zappa há mais de vinte anos e que é uma das mais respeitadas em todo o mundo. A Scrutinizer, aliás, já trouxe para a Virada Cultural o cantor e guitarrista Ike Willis, que acompanhou Zappa por mais de uma década.

Frank Zappa e Pierre Boulez, 1989

Nas conversas de boteco, muito entusiasmo, mas também muita desconfiança. Executar Zappa não é fácil e há quem preveja fiasco para essa noite. O álbum “The Perfect Stranger”, de 1984, foi conduzido por Pierre Boulez, o regente favorito de Zappa e talvez o maior regente do século XX, à frente da Ensemble InterContemporain. Segundo Zappa, “Boulez encontrou uma série de dificuldades inesperadas para conduzir a minha música. Seus músicos são virtuosos altamente treinados e especializados em tocar música contemporânea. Mas minha música é muito diferente da maioria das músicas que eles tocam. Pedimos a muitas pessoas que toquem juntos vários ritmos diferentes”. De qualquer forma, o resultado desse encontro foi tão excepcional que torna absurdo o pedido irônico do próprio Zappa escrito no encarte: “Todo material contido nesse disco é destinado apenas à diversão e não deve ser confundido com nenhuma outra forma de expressão artística”. Diante disso tudo, quem duvida que a apresentação da OCAM e da The Central Scrutinizer Band na Virada Cultural será um dos maiores acontecimentos musicais do ano?

A apresentação será no dia 16 de abril, às 21h, no palco da Estação da Luz. Além das peças de Zappa, a OCAM também apresentará “Dances Ballet Estancia”, de Alberto Ginastera, e “Dumbarton Oaks”, de Igor Stravinsky. Como aperitivo, “G-spot Tornado”, do The Yellow Shark, com Frank Zappa regendo a Ensemble Modern:

NA GALERIA! Mostra gratuita de fotojornalismo no Conjunto Nacional

In Fotografia on 05/04/2011 at 14:01

Por Brunno Marchetti

Fotografia, informação e lembranças do que aconteceu no ano passado. A 6° Mostra Anual de Fotojornalismo, que começa amanhã (6). Pelos corredores do Conjunto Nacional, na Avenida Paulista, estarão expostas fotografias de  fatos que marcaram de 2010, como as inundações que destruíram parte do patrimônio histórico da cidade de São Luiz do Paraitinga e a vinda de Paul McCartney ao Brasil.

 

O ex-governador de São Paulo, José Serra, em inauguração do restaurante popular Bom Prato na Vila Brasilândia no dia 18/02/2010 /Foto: Rodrigo Capote/Folhapress

A exposição, promovida pela ARFOC-SP (Associação dos Repórteres Fotográficos e Cinematográficos), traz ainda, entre seus destaques,  imagens da cobertura da Copa do Mundo e das Eleições,  com a histórica vitória de Dilma Rousseff – a primeira mulher na Presidência da República.

Para esta edição da mostra foram selecionadas, por meio de um coletivo de curadoria composto pelos membros da associação, 76 imagens de 57 fotojornalistas.

O jogador Kaká observa o goleiro Claudio Bravo do Chile, no momento do primeiro gol do Brasil na partida /Foto: Jonne Roriz/AE

Vai lá!

6ª Mostra Anual de Fotojornalismo da ARFOC-SP
Local:
Galeria do Conjunto Nacional
Data: de 6 a 27 de abril
Endereço: Avenida Paulista, 2073 – Cerqueira César – São Paulo (SP)
Horários: De segunda a sábado, das 7 às 22h
Domingo e feriado, das 10 às 22h

COISA NOSSA: Traço de Natália Gregorini

In Artes Plásticas, COISA NOSSA on 04/04/2011 at 14:00

Por Aquilo Mais Isso

O COISA NOSSA dessa semana traz desenhos que mostram encontros, despedidas e o muitos sentimentos em um mundo de clowns e bailarinas. Para Fabrício Vieira, que acompanhou o processo de criação e participou da mediação para o envio da obra exposta aqui, o traço de Natália é  “delicado, sensível e encantador”, e nos faz sair de uma “zona de ‘desconforto’, nos levando para um lugar do universo aonde só existe amor e esperança”.” A arte que ela faz é a arte dos sonhos, e pra sonhar é preciso estar vivo”, complementa.

Viaje com a gente pelo encantador mundo de Natália:


Natália Gregorini é estudande de Artes Visuais da UNICAMP

Tem músicas gravadas? Curta metragens? Desenhos digitalizados? Poesias e outros tipos de textos? Manda pra gente! aquilomaisisso@gmail.com