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Archive for the ‘Moda’ Category

Filmes e exposições: eventos simultâneos à SPFW promovem a democratização da moda

In Artes Plásticas, Cinema, Fotografia, Moda on 08/06/2010 at 12:09

Cartaz: O Tempo Redescoberto (foto: reprodução)

Com o início da SPFW, nessa quarta feira dia 9, começam também a pipocar pela cidade alguns outros eventos acessíveis a quem ficou de fora das badaladas listas de convidados. Afinal, não é preciso ser da high society pra gostar de moda. Confira!

Começa hoje no Cine Olido a 2ª edição da mostra Cinema de Moda, O evento conta com a exibição de 16 filmes escolhidos a dedo por estilistas, críticos de moda e de cinema, colunistas e outros profissionais da área e os ingressos custam apenas R$ 1,00. Serão exibidos clássicos como Sabrina, Os Embalos de Sábado à Noite, Pulp Fiction, e films mais específicos como Yves Saint Laurent – O Tempo Redescoberto, que abre o evento.

Audrey em Sabrina (foto: reprodução)

Além da mostra, a Galeria Olido organizou, em parceria com a Galeria Pontes, em Higienópolis, a exposição Roupa de domingo na arte popular, que será inaugurada amanhã. O objetivo é estimular o contato entre a moda e várias outras formas de expressão artística como a pintura, a escultura e a fotografia. Foram reunidas obras de artistas de diversos estados como Paraíba, Alagoas, Minas, Pernambuco e São Paulo que trazem diferentes interpretações do tema “roupa de domingo”. Além da exposição o evento também promoverá bate-papo com os artistas e oficinas criativas.

Galeria Pontes (foto: reprodução)

ROUPA DE DOMINGO NA ARTE POPULAR – PROGRAMAÇÃO

Galeria Pontes: Rua Minas Gerais, 80. Higienópolis – Centro.
Telefone: (11) 3129 4218

 

Bate-papo com os artistas Jaime Prades, Ozi, Gejo e Broine Lozneanu
11, 18, 25 de junho e 02 de julho, das 19 as 22hs (sextas feiras)

Oficinas criativas
Participantes – Gejo, Sérgio Gregóio e José Luis de Andrade
19 e 26 de junho e 03 de julho, das 14 as 17hs (sábados)
 

CINEMA DE MODA – PROGRAMAÇÃO

Cine Olido
Avenida São João, 473
Térreo ao 2º andar
Telefones: 3331-8399 ou 3397-0171

YVES SAINT LAURENT — O TEMPO REDESCOBERTO
Curadoria: Consulado Geral da França.
(Yves Saint Laurent, le temps retrouvé, França, 2002, 78 min, DVD). Dir.: David Teboul.
Há mais de meio século, Yves Saint-Laurent não parou de ampliar sua influência e imprimir sua marca peculiar na relação que manteve com a moda, as mulheres e a sociedade. Em uma longa entrevista com o realizador do filme, ele comenta grandes momentos de sua infância, de sua adolescência, de sua brilhante carreira e os encontros que marcaram sua vida.
| Dia 8, 15h30

SNEAKERS — ENTRANDO DE SOLA NA CULTURA URBANA
Curadoria: Alex Andrade.
(Sneakers, Brasil, 2008, 51 min, exibição excepcionalmente em miniDV). Dir.: Edson Soares.
A explosão das séries limitadas e releituras de modelos antigos de tênis e a mudança no status do calçado, que passou a ser visto por muitos como peça de luxo ou mesmo plataforma artística.
| Dia 8, 17h

OS EMBALOS DE SÁBADO À NOITE
Curadoria: Fernando Zelman.
(Saturday Night Fever, EUA, 1977, 112 min). Dir.: John Badham. Com John Travolta, Karen Lynn Gorney, Barry Miller e outros.
Jovem balconista do subúrbio vê na dança a única pespectiva de mudar de vida. Ao som da trilha sonora dos Bee Gees, o longa marcou início da Era Disco na metada dos anos 70.
| Dia 8, 18h30

GIGOLÔ AMERICANO
Curadoria: César Giobbi.
(American Gigolo, EUA, 1980, 117 min). Dir.: Paul Schrader. Com Richard Gere, Lauren Hutton, Hector Elizondo e outros.
Julian Kay está no circuito e procurando alguém para agradar. Com um tipo juvenil e sensual, ele fala diversass línguas, e sente-se tão confortável como chofer de uma rica matrona de meia-idade, quanto como acompanhante de uma solitária esposa de executivo. Ele é um gigolô americano, mas seu estilo de vida torna-se mortal quando um cliente é assassinado e ele é apontado como principal suspeito.
| Dia 9, 15h30

ENTRE DOIS AMORES
Curadoria: Costanza Pascolato.
(Out of África, EUA, 1985, 160 min). Dir.: Sydney Pollack. Com Meryl Streep, Robert Redford, Klaus Maria Brandauer e outros.
Retrato da vida de Karen Blixen, mulher com determinação impressionante, que se muda da Dinamarca para administrar uma fazenda de café no Kenya, por volta de 1914, acompanhada do marido. Ao chegar, descobre, rapidamente, que está apaixonada pela terra, sua gente e por um aventureiro inglês misterioso e idealista.
| Dia 9, 18h30

O BELO BRUMMEL
Curadoria: João Braga.
(Beau Brummell, EUA/Inglaterra, 1954, 113 min). Dir.: Curtis Bernhardt. Com Stewart Granger, Elizabeth Taylor, Peter Ustinov e outros.
As peripécias do dândi inglês Beau Brummel, uma das mais interessantes e controversas figuras do século 18.
| Dia 10, 15h30

DEPOIS DAQUELE BEIJO
Curadoria: Julia Petit.
(Blow-Up, Itália/EUA/Inglaterra, 1966, 111 min). Dir.: Michelangelo Antonioni. Com David Hemmings, Vanessa Redgrave, Sarah Miles e outros.
Inspirada no conto de Julio Cortazar, Las babas del diablo, a história é sobre um fotógrafo profissional, Thomas, cujas ampliações de fotos que ele tirou secretamente de um casal revelam (ou parecem revelar) um assassinato.
| Dia 10, 18h30

SABRINA
Curadoria: Edna Matosinho de Pontes.
(EUA, 1954, 114 min). Dir.: Billy Wilder. Com Humphrey Bogart, Audrey Hepburn, William Holden, e outros.
Sabrina Farchild é filha do chofer da família Larrabee, cujos filhos são os opostos em pessoa. De um lado, Linus é totalmente voltado ao trabalho. De outro, Davis é um playboy por natureza. Após passar dois anos em Paris, Sabrina retorna à mansão dos Larrabee, como uma nova mulher, elegante, sofisticada, madura. Ela desperta a atenção dos dois homens e, quando percebe, já está envolvida num triângulo amoroso dos mais complicados.
| Dia 11, 15h30

ZUZU ANGEL
Curadoria: Priscila Brunetti.
(Brasil, 2006, 104 min). Dir.: Sérgio Rezende. Com Patrícia Pillar, Daniel de Oliveira, Luana Piovani e outros.
Brasil, anos 60. A ditadura militar faz o país mergulhar em um dos momentos mais complicados de sua história. Alheia a tudo isso, Zuzu Angel, uma estilista de moda, fica cada vez mais famosa no Brasil e no exterior. Paralelamente, seu filho Stuart ingressa na luta armada e é capturado e morto pela ditadura. A partir desse ponto, Zuzu inicia uma árdua batalha contra o sistema, colocando sua própria vida em risco.
| Dia 11, 18h30

ROMA DE FELLINI
Curadoria: José Gayegos.
(Roma, Itália/França, 1972, 119 min). Dir.: Federico Fellini.
Um passeio pela capital italiana ao encontro de sua arquitetura, de suas personalidades, de seus moradores e seus hábitos, de seus mistérios subterrâneos, de sua vida noturna trepidante.
| Dia 12, 15h30

PULP FICTION — TEMPO DE VIOLÊNCIA
Curadoria: Carlos Ferreirinha.
(Pulp Fiction, EUA, 1994, 154 min). Dir.: Quentin Tarantino. Com John Travolta, Samuel L. Jackson, Uma Thurman e outros.
Dois assassinos profissionais devem fazer cobrança para um gângster; um deles forçado a sair com a garota do chefe, temendo passar dos limites; enquanto isso, boxeador se mete em apuros por ganhar luta que deveria perder.
| Dia 12, 18h30

BATE-PAPO
Após a exibição de Pulp Fiction, ocorre uma conversa entre Carlos Ferreirinha, João Braga, José Gayegos e um convidado especial.

MORTE EM VENEZA
Curadoria: Antonio Bernardo.
(Morte a Venezia, Itália/França, 1974, 130 min). Dir.: Luchino Visconti. Com Dirk Bogarde, Bjorn Andresen, Silvana Mangano e outros.
De férias na Itália, o compositor Gustav Aschenbach parece um homem reservado e civilizado aos olhos daqueles que o conhecem. Basta, no entanto, o início de uma paixão secreta para que se note o presságio de sua destruição.
| Dia 13, 15h30

FOME DE VIVER
Curadoria: Ivan Bismara.
(The Hunger, Inglaterra, 1983, 96 min). Dir.: Tony Scott. Com Catherine Deneuve, David Bowie, Susan Sarandon e outros.
Miriam e John vivem juntos há séculos, pois possuem o segredo da vida eterna e alimentam-se de sangue humano. O casal vive sofisticadamente, fazendo várias vítimas. No entanto, John, repentinamente, é acometido de um distúrbio celular que o envelhece em poucos segundos e vai procurar a doutora Sarah, famosa especialista em envelhecimento.
| Dia 13, 18h30

CLUBE DA LUTA
Curadoria: Fernando Marques Penteado.
(Fight Club, EUA/Alemanha, 1999, 139 min). Dir.: David Fincher. Com Edward Norton, Brad Pitt, Helena Bonham Carter e outros.
Um jovem insone e um furtivo vendedor de sabão canalizam o instinto básico da agressividade em uma nova forma de terapia. O conceito faz sucesso com “clubes da luta” marginais, formados em cada cidade, até que um elemento lascivo e excêntrico surge e inicia um mergulho fora de controle em direção à obliteração.
| Dia 15, 18h30
 
IDENTIDADE DE NÓS MESMOS
Curadoria: José Luis de Andrade.
(A Notebook on Cities and Clothes, Alemanha/França, 1989, 79 min). Dir.: Wim Wenders.
O cineasta conversa com o estilista Yohji Yamamoto sobre seu processo criativo, e avalia o relacionamento entre as cidades e a identidade com o cinema na era digital.
| Dia 16, 15h30

MY FAIR LADY – MINHA BELA DAMA
Curadoria: Sérgio Gregório.
(My Fair Lady, EUA, 1964, 170 min).
Direção: George Cukor
Elenco: Audrey Hepburn, Rex Harrison, Stanley Holloway, Wilfrid Hyde-White
Henry Higgins, um intelectual e professor de fonética, aposta que conseguirá, no período máximo de seis meses, transformar Eliza Doolittle, uma simples florista de rua que não sabe falar direito, em uma dama. Mas a tarefa se mostra muito mais difícil do que tinha imaginou.
| Dia 16, 18h30

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Visionaire: para ler, olhar, ouvir, tocar, sentir, pensar…

In Artes Plásticas, Design, Fotografia, Música, Moda, Revistas on 19/05/2010 at 20:26

Por Clara Caldeira

Foto de Nick Knight - Visionaire 20 - Comme des Garçons (foto: reprodução)

No dia 11 de maio foi inaugurada no Instituto Tomie Ohtake, em São Paulo, a exposição Visionaire: Para todos os Sentidos, que fica em cartaz até 13 de junho. A iniciativa de Roberto Lot Cocenza, com curadoria de Albrecht Bangert, tem como objetivo comemorar e relembrar o que aconteceu nos 20 anos de existência da revista novaiorquina Visionaire. E para contar esta história nada melhor, é claro, do que os próprios exemplares da revista.

Visionaire 1 SPRING (foto: reprodução)

A primeira edição da Visionaire foi lançada em 1991 por iniciativa de Cecilia Dean, Stephen Gan e James Kallardos e acabou servindo como um prenúncio do prenúncio. Ao mesmo tempo em que antecipava o conteúdo, reflexões e tendências dos números seguintes, anunciava o conteúdo as reflexões e as tendências de um novo milênio que se aproximava. Na SPRING N° 1 aquarelas, tipografias, sobreposições e dobraduras davam suporte a produções de vanguarda da moda, das artes e da fotografia que exaltavam a primavera como a primeira estação do ano.

Seria ingenuidade atribuir ao acaso o fato de que a década do surgimento da Visionaire tenha sido a mesma do princípio do processo de decadência da mídia impressa (cujo desfecho não se definiu até hoje). Ela foi e continua sendo bem mais do que uma revista. Trata-se de um obra de arte, que nas palavras de Albrecht Bangert “desafia fronteiras, manifesta-se, representa-se, desenvolve linguagem própria” . Uma publicação de tiragens limitadas (de 1.000 a 6.000 exemplares) que se tornou objeto de desejo de colecionadores pelo mundo todo.

Visionaire 14 - Hype! (foto: reprodução)

Visionaire 20 - Come des Garçons (foto: reprodução)

Mas o grande atrativo da Visionaire não está na “temperatura” das pautas e sim na paixão e na ousadia dos que se aventuraram a executá-las, plástica ou textualmente. Apesar de ter surgido no formato de revista – com múltiplas experimentações de materiais e formatos – e assim ter se mantido em seus primeiros 15 anos de existência, chegou um momento em que mais esta barreira precisou ser rompida. Em 2005, mais especificamente no N° 44, o papel foi posto de lado e criou-se uma edição toda feita plástico, inspirada no mundo da toy art. Este número da Visionaire foi o marco das mudanças que seguiriam nas edições posteriores.

Visionaire 50 - Artist Toys (foto: reprodução)

Hoje já não há mais fronteiras. Há exemplares da Visionaire no formato de pequenos aparelhos de som, de vídeo e até mesmo na forma de roupas. Com o advento da tecnologia a revista conseguiu atingir plenamente sua maior ambição: ser multisensorial. Agora podemos dizer que a publicação é uma criação artística genuína, que transcendeu o universo das publicações comuns. Uma revista que pode ser vista, lida, tocada, cheirada, sentida e pensada. Uma revista do futuro que surgiu há vinte anos atrás.

Visionaire 2010 (foto: reprodução)

Instituto Tomie Ohtake

Av. Faria Lima 201 – entrada pela Rua dos Coropés, 88 – Pinheiros – São Paulo – SP

(De terça a domingo das 11h00 às 20h00 – Grátis)

 www.institutotomieohtake.org.br

www.visionaireworld.com

Visionaire 53 - Sound (foto: reprodução)