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Zonas Leste e Oeste tem novo difusor cultural

In Artes Plásticas, Cinema, Exposição, Literatura, Música, Revistas on 26/06/2010 at 13:05

Por Brunno Marchetti

Que a cidade de São Paulo é um centro mundial de criação artística e cultural, não é novidade pra ninguém. É tanta coisa que rola pela cidade que a maioria acaba de fora dos principais veículos de comunicação, isso sem falar das linhas editoriais que ignoram boa parte dos artistas.

Criar novas formas de divulgação é um jeito de contornar esse problema. A revista OUNÃO, que vai ser lançada amanhã, dia 27, é uma dessas iniciativas. Encabeçado pelo coletivo Literatura Subsolo, o projeto tem como proposta apresentar diferentes expressões artísticas que tem surgido nas zonas leste e oeste.

O evento vai ser no CEU – Quinta do Sol e vai contar com apresentações de alguns dos artistas que estão na primeira edição da revista. Entre eles: show da banda, Degusta Groove; apresentação de audiovisuais do coletivo Periferia Invisível; a performance do multifacetado  Chiu Yi Chih; e a exposição de Sergio Fabris e Past.

Vai Lá:

Lançamento da revista ‘OUNÃO’ – CEU Quinta do Sol – rua Luiz Imparato, 564 – Vila Cisper (Zona Leste)

27 de junho, a partir das 15h

Entrada gratuita

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Visionaire: para ler, olhar, ouvir, tocar, sentir, pensar…

In Artes Plásticas, Design, Fotografia, Música, Moda, Revistas on 19/05/2010 at 20:26

Por Clara Caldeira

Foto de Nick Knight - Visionaire 20 - Comme des Garçons (foto: reprodução)

No dia 11 de maio foi inaugurada no Instituto Tomie Ohtake, em São Paulo, a exposição Visionaire: Para todos os Sentidos, que fica em cartaz até 13 de junho. A iniciativa de Roberto Lot Cocenza, com curadoria de Albrecht Bangert, tem como objetivo comemorar e relembrar o que aconteceu nos 20 anos de existência da revista novaiorquina Visionaire. E para contar esta história nada melhor, é claro, do que os próprios exemplares da revista.

Visionaire 1 SPRING (foto: reprodução)

A primeira edição da Visionaire foi lançada em 1991 por iniciativa de Cecilia Dean, Stephen Gan e James Kallardos e acabou servindo como um prenúncio do prenúncio. Ao mesmo tempo em que antecipava o conteúdo, reflexões e tendências dos números seguintes, anunciava o conteúdo as reflexões e as tendências de um novo milênio que se aproximava. Na SPRING N° 1 aquarelas, tipografias, sobreposições e dobraduras davam suporte a produções de vanguarda da moda, das artes e da fotografia que exaltavam a primavera como a primeira estação do ano.

Seria ingenuidade atribuir ao acaso o fato de que a década do surgimento da Visionaire tenha sido a mesma do princípio do processo de decadência da mídia impressa (cujo desfecho não se definiu até hoje). Ela foi e continua sendo bem mais do que uma revista. Trata-se de um obra de arte, que nas palavras de Albrecht Bangert “desafia fronteiras, manifesta-se, representa-se, desenvolve linguagem própria” . Uma publicação de tiragens limitadas (de 1.000 a 6.000 exemplares) que se tornou objeto de desejo de colecionadores pelo mundo todo.

Visionaire 14 - Hype! (foto: reprodução)

Visionaire 20 - Come des Garçons (foto: reprodução)

Mas o grande atrativo da Visionaire não está na “temperatura” das pautas e sim na paixão e na ousadia dos que se aventuraram a executá-las, plástica ou textualmente. Apesar de ter surgido no formato de revista – com múltiplas experimentações de materiais e formatos – e assim ter se mantido em seus primeiros 15 anos de existência, chegou um momento em que mais esta barreira precisou ser rompida. Em 2005, mais especificamente no N° 44, o papel foi posto de lado e criou-se uma edição toda feita plástico, inspirada no mundo da toy art. Este número da Visionaire foi o marco das mudanças que seguiriam nas edições posteriores.

Visionaire 50 - Artist Toys (foto: reprodução)

Hoje já não há mais fronteiras. Há exemplares da Visionaire no formato de pequenos aparelhos de som, de vídeo e até mesmo na forma de roupas. Com o advento da tecnologia a revista conseguiu atingir plenamente sua maior ambição: ser multisensorial. Agora podemos dizer que a publicação é uma criação artística genuína, que transcendeu o universo das publicações comuns. Uma revista que pode ser vista, lida, tocada, cheirada, sentida e pensada. Uma revista do futuro que surgiu há vinte anos atrás.

Visionaire 2010 (foto: reprodução)

Instituto Tomie Ohtake

Av. Faria Lima 201 – entrada pela Rua dos Coropés, 88 – Pinheiros – São Paulo – SP

(De terça a domingo das 11h00 às 20h00 – Grátis)

 www.institutotomieohtake.org.br

www.visionaireworld.com

Visionaire 53 - Sound (foto: reprodução)